Empresa responsável pelos Roomba declara falência

A iRobot, empresa responsável pelos robots inteligentes Roomba, entregou um pedido oficial de falência. Segundo a documentação entregue ao abrigo do Chapter 11 da legislação americana, a concorrência chinesa e as tarifas impostas pela administração Trump forçaram a companhia a reduzir preços e a investir fortemente em novas tecnologias, numa abordagem que acabou por não ser bem sucedida.
Por exemplo, a maioria dos dispositivos da iRobot eram fabricados no Vietname, que passou a ter tarifas de importação de 46%, o que implicou um aumento de custos de 23 milhões de dólares só este ano, revela a BBC.
Em 2021, a iRobot chegou a estar avaliada em 3,56 mil milhões de dólares – foi uma das empresas valorizadas pela pandemia – e no ano passado a Amazon esteve prestes a comprar a companhia por 1,7 mil milhões de dólares. Contudo, o negócio foi vetado pelas autoridades da concorrência da União Europeia.


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O que vai acontecer agora? Para já, a falência não deverá afetar o funcionamento da app da Roomba, os serviços de suporte ou até a cadeia de distribuição.
Mas o controlo da iRobot será assumido na íntegra pela Picea Robotics, um fabricante chinês que projeta e produz produtos acabados para outras marcas (particularmente aspiradores robóticos para várias outras empresas e até tem uma linha própria, tirando partido das instalações que dispõe na China e no Vietname). Tal foi possível porque a Picea assumiu um empréstimo de 190 milhões de dólares da iRobot e também abdicou de 161,5 milhões que a companhia americana lhe devia.

Comentários

  1. A Irobot já tinha problemas financeiros, desde 2018. A empresa gastou 300 milhões, de dólares, para lançar um novo modelo, do Roomba, que falhou, espectacularmente. Esse dinheiro, era para multiplicar, por 10, a produção, nos EUA. Como não conseguiram arranjar financiadores, lá andaram a sobreviver. Com a covid-19, venderam os stocks, permitindo manter-se, no mercado. Até que, no ano passado, a empresa já tinha tudo pronto, para declarar falência, quando apareceram, os chineses. Foi, por isso, que se mantiveram, até à semana passada.
    Agora, serão "desmantelados". Basicamente, o mesmo que está a acontecer, à Tupperware.
    As tarifas, do Trump, fazem pouca diferença, nos negócios. A empresa possuía sedes, em Roterdão, Londres e Cairo. Assim, podiam movimentar produtos, para os mercados, sem pagarem taxas, ao Trump... só que 640 milhões, em dívidas, vencidas, levaram a esta situação. Há mais grandes empresas, que vão pelo mesmo caminho... apostaram, demasiado, no online, perderam tudo e mais, do que tinham.

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  2. Obrigado pela partilha, Manuel - são dados interessantes

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